Seguro fiança

Publicado em 18/06/2018 por BR HOUSE

Quem realiza investimentos em imóveis busca rentabilidade e segurança. Por isso, em todo contrato de locação está previsto algum mecanismo que garanta o recebimento do aluguel quando o inquilino não consegue honrar os pagamentos.

Atualmente, uma das formas mais utilizadas para que o locador evite surpresas é o seguro fiança, modalidade que envolve pouca burocracia e apresenta benefícios não apenas para o proprietário, mas também para o locatário do imóvel.

Você ainda não sabe exatamente como o seguro fiança funciona e quais as suas vantagens? É isso que vamos explicar neste post! Confira:

Conceito de seguro fiança

Um primeiro diferencial do seguro fiança é que ele não envolve um fiador, que por muito tempo foi a principal exigência para as locações. As normas para aprovação de um fiador variam um pouco, mas em geral é preciso que ele seja proprietário de um ou dois imóveis e comprove renda bem superior ao valor do aluguel.

O seguro fiança, por sua vez, diz respeito apenas a locador e locatário. O contrato é assinado pelo inquilino do imóvel e o proprietário é o segurado. O seguro tem o mesmo tempo de vigência do contrato de aluguel. A facilidade de aprovação é um diferencial que contribuiu para popularizá-lo.

Agilidade no ressarcimento

O fato de exigir menos burocracia para sua aprovação é uma importante vantagem do seguro fiança. Ele diminui o risco de o imóvel ficar desocupado por um longo período, o que é péssimo para o proprietário. Além de não gerar renda, uma casa ou apartamento vazio continua gerando custos com taxas e impostos.

Mas essa não é sua única vantagem. No caso de inadimplência por parte do inquilino, o seguro fiança permite que o proprietário recupere os valores devidos com mais agilidade do que em outras modalidades de garantia.

Por meio do seguro fiança, é possível solicitar o ressarcimento assim que o atraso do locatário completar dois meses. A partir daí, basta a análise da documentação por parte da seguradora para que a indenização seja liberada, o que leva, no máximo, 30 dias.

Enquanto o inquilino não regularizar o pagamento do aluguel, a seguradora seguirá efetuando os pagamentos ao proprietário. Também é possível, por meio do contrato do seguro fiança, prever coberturas para outros ressarcimentos, como danos ao imóvel ou pelo abandono do aluguel por parte do inquilino.

Segurança também para o inquilino

Dispor de alguém que já é proprietário de imóveis, tem renda compatível e está disposto a servir como seu fiador sempre foi um dilema para grande parte dos locatários. Somente este benefício já justifica a opção pelo seguro fiança.

A facilidade na análise por parte da corretora de seguros também é importante para quem está buscando alugar um imóvel. Além disso, a parcela do seguro fiança é mais em conta do que a alternativa do depósito caução à vista, por exemplo, que geralmente é fixado em três vezes o valor mensal do aluguel.

Por fim, o seu pagamento pode ser negociado com a seguradora, sendo possível o parcelamento pelo prazo de vigência do contrato de locação.

Até para as imobiliárias o uso do seguro fiança é vantajoso, pois reduz a preocupação com a inadimplência e dispensa o investimento na análise cadastral dos inquilinos, já que a seguradora realiza tal tarefa.

Cobertura do seguro fiança

O principal objetivo do seguro fiança é garantir ao proprietário o ressarcimento do valor acordado pelo aluguel quando o locatário não cumpre esse compromisso. Mas é possível cercar-se de outras garantias por meio do seguro, verificando a cobertura das demais despesas que são de responsabilidade do locatário.

IPTU, taxa de condomínio, contas água, gás e de luz são alguns exemplos de custos que podem ser inseridos entre as coberturas do seguro fiança. É possível garantir até a multa por rescisão contratual e os custos com advogados para os casos de ações de despejo por meio do seguro.

Custo do seguro fiança

O valor que inquilino precisará desembolsar pelo seguro fiança vai depender do tipo de cobertura que estará previsto no contrato. Quanto maior o volume de ressarcimentos, maior será o custo do seguro.

E quem define o que constará nessa cobertura é o proprietário do imóvel. Quanto maior o número de itens, mais garantido será o aluguel. Porém, é preciso ter parcimônia na hora de definir tais exigências. Inflando demais a cobertura, o valor a ser pago pelo locatário ficará muito elevado, o que pode dificultar a locação.

Atualmente, o valor praticado pelo mercado para o seguro fiança varia entre 1,5 e 2 vezes o valor do aluguel por ano. Lembrando que este valor pode ser parcelado pelo inquilino pelo mesmo período do contrato de locação.

A popularização do seguro fiança tem acirrado a concorrência entre as seguradoras, com mais oferta de produtos e benefícios para quem faz essa opção. Isso vem se refletindo também na redução dos valores cobrados dos inquilinos.

Requisitos para a contratação

Cada seguradora estabelece uma lista de requisitos para o locador interessado na contratação do seguro fiança. Em geral, um pré-requisito é que o inquilino comprove renda superior a três vezes o valor do aluguel. Mas tal renda pode estar distribuída em até três moradores da residência.

Caso esse locador já tenha morado de aluguel, é comum que a seguradora solicite recibos dos últimos pagamentos. Também são exigidos os documentos pessoais do solicitante. Quando se tratar de uma empresa, será necessário apresentar o seu contrato social, além de toda a documentação pessoal dos seus sócios.

Tipos de imóvel

Todas as locações de imóveis urbanos residenciais e comerciais podem ser feitas com o seguro fiança como garantia de ressarcimento. Mas atenção: há restrições a essa modalidade.

Ela não é aceita para o aluguel de vagas de garagem e de unidades do tipo apart-hotel ou similares. Também não é permitido o uso do seguro fiança por parte de parentes ou sócios dos proprietários de imobiliárias ou do imóvel.